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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Caro sobrinho,

Eu sei que essa história de escrever uma carta para mini-pessoas que acabaram de chegar nesse mundo já está meio batida e tudo o mais. Mas, eu não sou original. Aliás, em pouco tempo você vai descobrir que originalidade é um mito superestimado nesse mundo. Deixemos esse assunto para uma outra hora, porém.
O fato é que hoje você nasceu. Saiu do lugar mais acolhedor que pode existir nessa vida: o interior da pessoa que mais vai te amar, e caiu nesse mundo chuvoso. Talvez você venha a gostar de dias chuvosos como uma memória remota do seu primeiro dia. Dentro de alguns anos, espero eu, você vai poder me contar sobre as suas perferências meteorológicas.
Eu ainda não fui te ver, eu sei. Nem liguei pro seu pai pra dizer o quanto eu fiquei feliz por saber que você chegou e está tudo bem com vocês. Mas, entenda desde já: nem tudo nessa vida é como a gente gostaria. Amanhã, pela segunda vez na sua existência, você vai escutar a minha voz. E eu pela primeira vez vou ver o seu rosto.
Eu tenho quase certeza que nos anos que virão, eu não vou poder estar tão próxima quanto eu gostaria. Mas, saiba desde já... a sua tia te ama. E ainda acha muito estranha a idéia de ser sua tia. Mesmo que seu irmão mais velho daqui a pouco vá completar 10 anos...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Às vezes (com uma certa frequência) eu acho coisas por aí completamente por acaso que me dizem muito, mas muito mesmo. Esse poema é uma delas.

Look, the trees

are turning
their own bodies
into pillars

of light,
are giving off the rich
fragrance of cinnamon
and fulfillment,

the long tapers
of cattails
are bursting and floating away over
the blue shoulders

of the ponds,
and every pond,
no matter what its
name is, is

nameless now.
Every year
everything
I have ever learned

in my lifetime
leads back to this: the fires
and the black river of loss
whose other side

is salvation,
whose meaning
none of us will ever know.
To live in this world

you must be able
to do three things:
to love what is mortal;
to hold it

against your bones knowing
your own life depends on it;
and, when the time comes to let it go,
to let it go.

“In Blackwater Woods” by Mary Oliver, from American Primitive. © Back Bay Books, 1983.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Dia estranho

Hoje foi um dia estranho. Eu fiz bastante coisa, mas parece que eu não fiz nada. E, no final do dia quando eu ligo o computador, descubro que a Farrah Fawcett morreu. Achei triste a notícia, mas ela estava doente e tudo o mais. Morreu um ícone. Mas, uma hora depois me dizem que o Michael Jackson morreu. Pára tudo!
To meio em choque agora simplesmente pela lembrança de que mesmo ícones (mesmo O ícone da cultura pop) são pessoas e morrem, de repente, aos 50 anos. Espero que agora ele finalmente fique em paz.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Juro qu tudo o que eu queria agora era conseguir dormir...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Juro que parei ainda agora para me perguntar por que tanta gente que eu conheço anda tendo filho, casando... essas coisas de adulto. Daí que eu não gostei nada da minha auto-resposta: as pessoas começam a fazer esse tipo de coisa aos 20 e poucos anos. E, guess what...
Eu olho fotos de 2004, 2005 e parece que aquilo foi ontem. Mas não, já tem quase 5 anos. E antes que perceba, vão ser fotos de 10 anos atrás.
Desde muito tempo eu já tinha percebido que na medida que as pessoas acumulam anos, 5 passam a ser pouca coisa. Um só então, voa. Só nunca tinha pensado que ia começar a ter essa percepção tão cedo. E eu fico entalada nisso: se me preocupo com a velocidade que as coisas acontecem, perco tempo. Se aproveito, tudo passa mais rápido ainda.
Por que é que ninguém nunca me disse que a vida é tão curta?

(minha cara diante da vida)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Daí que hoje, dia 2 p.d. (pós dilúvio) minha rua continua quase um pântano. Lama, lama, lama. Só hoje (agora, 17:35) que um dos velhotes do prédio da frente resolveu lavar a calçada do outro lado da rua. Claro que eu fiquei ligeiramente preocupada que a água subisse o suficiente e entrasse aqui em casa. E, no final, foi quase. Só que não dá pra deixar de ter uma pontinha de satisfação contra essa racinha miserável que é a humana. Quem mandou asfaltar tudo, derrubar o morro, cortar as árvores? Quem mandou?
Só sei que no final das contas, apareceram duas vítimas da enchente aqui na frente: um peixe e um sapo. Ah sim, e uma maldita barata no meu quarto que resultou em dois dias de acampamento no quarto de hóspedes. Isso fora a lameira que ficou aqui no quintal. Bleh.
Mas, mesmo com tudo isso, não dá pra desgostar de tempo assim. Os trevos que nasceram no canteiro ficaram lindos depois disso tudo. O mar maravilhoso. É... a vida é divertida.