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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Caro sobrinho,

Eu sei que essa história de escrever uma carta para mini-pessoas que acabaram de chegar nesse mundo já está meio batida e tudo o mais. Mas, eu não sou original. Aliás, em pouco tempo você vai descobrir que originalidade é um mito superestimado nesse mundo. Deixemos esse assunto para uma outra hora, porém.
O fato é que hoje você nasceu. Saiu do lugar mais acolhedor que pode existir nessa vida: o interior da pessoa que mais vai te amar, e caiu nesse mundo chuvoso. Talvez você venha a gostar de dias chuvosos como uma memória remota do seu primeiro dia. Dentro de alguns anos, espero eu, você vai poder me contar sobre as suas perferências meteorológicas.
Eu ainda não fui te ver, eu sei. Nem liguei pro seu pai pra dizer o quanto eu fiquei feliz por saber que você chegou e está tudo bem com vocês. Mas, entenda desde já: nem tudo nessa vida é como a gente gostaria. Amanhã, pela segunda vez na sua existência, você vai escutar a minha voz. E eu pela primeira vez vou ver o seu rosto.
Eu tenho quase certeza que nos anos que virão, eu não vou poder estar tão próxima quanto eu gostaria. Mas, saiba desde já... a sua tia te ama. E ainda acha muito estranha a idéia de ser sua tia. Mesmo que seu irmão mais velho daqui a pouco vá completar 10 anos...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Eu ando querendo escrever um post pro blog não é de hoje, mas a inspiração me foge. Já comecei a digitar diversas vezes e acabei apagando tudo 5 minutos depois (se tanto). Pois bem, que a falta de inspiração me sirva de assunto.
Acho que a minha vida anda tão cheia de grandes expectativas que fica difícil me focar no agora e isso não é bom. Ainda mais porque, comparado com o que ainda está por vir, o agora é tedioso. Baby steps, I guess. Como já dizia a minha velha mãe, não adianta querer colocar o carro na frente dos bois.
Mudando de assunto, uma coisa que tem me sido muito útil: ereader
Baixe um livro (o site disponibiliza vários clássicos de graça) e seja feliz!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Intensa

Às vezes, se passa tanto tempo anestesiado que voltar a sentir é assustador. Ainda mais quando se sente da maneira que eu sinto. Nada, nem um suspiro, é pela metade. É tudo intenso e real, por mais longe da realidade que de fato seja.
Mas vou confessar: eu gosto de ser assim. Não passar despercebida, sempre ir na direção daquilo que me faz sentir de verdade e nada menos que isso. A música sempre foi a minha catarse. E é ela que tem me chamado de volta pros velhos sonhos. E dessa vez eu espero não ter medo de segui-los.
Acho que eu finalmente aprendi a conciliar Jekyll e Hyde. Ou pelo menos eu sei que preciso tentar. E, se eu quero tudo ao mesmo tempo, por que não?