Às vezes eu paro e penso sobre todas as coisas que eu já tive como certas. Pessoas, sentimentos, planos. Obviamente, nem metade das vezes eu acertei. Mas em alguns poucos casos, a dissolução da certeza foi um choque. Tudo bem que tem gente que, por mais estranho que me pareça, nos últimos anos tem deliberadamente mantido uma certa distância e, apesar disso não fazer o menor sentido na minha cabeça, eu já desisti de dar murro em ponta de faca. Mas, quando pela primeira vez em não sei quanto tempo se esquecem completamente do seu aniversário, machuca.
Pois é, esse foi um dos fatores que fez os meus 21 anos ser o pior aniversário desde quando eu fiz 10. E só pra dar um exemplo do quanto meu aniversário de 10 anos foi ruim: minha mãe tinha que trabalhar no dia (pois é, 29 de Dezembro) e meu pai deveria ficar comigo. Daí que ele arrumou um problema (que eu nem vou mencionar) e eu passei o DIA INTEIRO esperando ele aparecer, até que lá pelas 22hrs minha mãe chegou, me disse que ele não vinha mesmo e me levou pra jantar no restaurante italiano que tinha onde hoje é o 7 Grill, na esquina da minha ex-casa. Mas, não era esse o assunto.
Estranho pensar que a distância acaba com uma (ou duas, ou três) amizade(s). Eu chego a conclusão de que se acaba, é porque não existia pra começo de conversa. Era só uma questão de conveniência. Porque estar longe é suficiente pra acabar com um namoro, por exemplo, que implica em contato físico. Amigos pra mim, são coisa da alma. Distância não é nem de longe desculpa.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
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